Pesquisar este blog

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Provinha Brasil

Especialistas questionam Provinha Brasil
NOVA ESCOLA ON-LINE teve acesso exclusivo a uma cópia do exame e pediu a especialistas em Alfabetização uma análise da Provinha Brasil, aplicada nesta quarta-feira na rede municipal de São Paulo

Gustavo Heidrich


Cerca de 16 mil alunos matriculados na 2ª série do Ensino Fundamental da rede municipal de São Paulo fizeram nesta quarta-feira, dia 30, a Provinha Brasil, avaliação elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC). Com o objetivo de diagnosticar a aprendizagem dos estudantes com um ano de escolaridade fundamental, o exame testa habilidades descritas na Matriz de Referência de Avaliação em Alfabetização e Letramento, elaborada pelo MEC. Destinada a todos os municípios e estados e prevista no compromisso Todos pela Educação do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), a Provinha tem adesão voluntária e seus resultados não serão contabilizados e divulgados pelo MEC. As provas são aplicadas e corrigidas pelos próprios professores das redes públicas e os resultados serão acessíveis apenas a eles e aos gestores da Educação de cada estado e município. NOVA ESCOLA ON-LINE teve acesso, com exclusividade, a uma cópia da Provinha. A convite da reportagem, três especialistas – a professora Esther Grossi, coordenadora do Grupo de Estudos Sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa), a formadora Cisele Ortiz, do Instituto Avisalá, e uma equipe do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac) – fizeram uma análise do exame. Em todas as opiniões, levantou-se a questão do papel da Provinha na elaboração de políticas públicas para melhorar a formação dos professores alfabetizadores. A correção e a tabulação dos resultados é de responsabilidade de cada estado e município. Portanto, os resultados não terão escala nacional. Veja os comentários das especialistas consultadas
Avaliação inadequadaEsther Grossi (Geempa)
Boa tentativaCisele Ortiz (Avisalá)
Para planejarEquipe do Cedac
O diretor de Avaliação para a Educação Básica do MEC, Amaury Grenaldi, afirma que, apesar de a Provinha não ter escala nacional, foi feito em 2007 um pré-teste envolvendo 20 mil estudantes em 12 estados. “Os resultados desse pré-teste, que serão divulgados nas próximas semanas, nos darão uma estimativa de como caminha a alfabetização nos país. A idéia é repeti-lo todo ano, antes da Provinha, e fazer a tabulação dos dados nacionalmente e por estado”, afirma Grenaldi. Quanto à capacitação, Grenaldi acredita que o próprio processo de aplicação e correção da Provinha cumpre parte desse papel. “Nossa idéia é criar parâmetros mínimos e comuns de avaliação para as séries iniciais do Ensino Fundamental. Além de poupar verbas dos municípios e estados, que não precisam criar instrumentos de avaliação próprios é, sobretudo, uma ferramenta pedagógica”, defende o diretor. Grenaldi admite ser difícil oferecer capacitação para os cerca de 2 milhões de professores alfabetizadores do país. “Trata-se de uma atribuição dos estados e municípios e não da União”, explica. Segundo ele, a Provinha aumenta a parceria entre o MEC e as secretarias de Educação e dá mais autonomia para estados e municípios tomarem decisões rápidas. “As crianças não podem esperar. Na Provinha, tiramos a complicação do processo de tabulação dos dados. Na Prova Brasil e no Saeb, por exemplo, os resultados levam de seis meses a um ano para ficarem prontos”, completa o diretor.
Quer saber mais?
Série de vídeos com a professora Mariluci Kamisaka que mostra como alfabetizar todos os alunos na 1ª série
Reportagem de capa de NOVA ESCOLA sobre o papel da avaliação
Tire todas as dúvidas sobre a Provinha Brasil

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Clique aqui e escolha a sua no Site TonyGifsJavas.com.br